quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Facebook ajuda a flagrar jovens que consomem álcool em excesso

Pesquisadores afirmam que sugestões verbais e visuais em páginas de estudantes no Facebook podem destacar o consumo de álcool e apontar quem está em risco. "Nosso trabalho é fazer a distinção entre beber em um ambiente relativamente seguro, quando não é realmente um problema, e o consumo de bebida alcoólica em ocasiões que poderiam levar a resultados negativos", explicou a principal autora do estudo Megan A. Moreno, professora assistente de pediatria da Universidade de Wisconsin, em Madison.

"Nós levamos em consideração algumas pistas - que são palavras-chave ou indícios que já são usados em questionários padrão de triagem de risco de abuso de álcool, conhecido como AUDIT, em estudos clínicos - e aplicamos isso aos perfis públicos no Facebook", afirmou Moreno. "Descobrimos que os alunos cujos perfis no site de relacionamento social continham essas referências que indicam problemas com álcool em fotos e em comentários são quatro vezes mais propensos a ter problemas com bebidas do que aqueles cujos perfis não continham tais indicativos."

Até 21 anos
De acordo com os autores do estudo, o abuso de álcool é um grande problema em todos os alojamentos universitários dos Estados Unidos. Mais de 1.700 estudantes universitários morrem a cada ano em incidentes relacionados ao álcool, enquanto cerca de metade dos estudantes que bebem dizem que já experimentaram algum tipo de efeito nocivo do álcool. Estudantes de até 21 anos, em particular, enfrentam um risco maior de sofrer ferimentos provenientes de experiências que envolvam bebidas alcoólicas.

No entanto, é difícil identificar os alunos em maior risco, disseram os pesquisadores. Isso porque apenas 12% dos estudantes universitários americanos participam de esforços para identificar o uso excessivo de álcool através do questionário padrão AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test).

Por outro lado, de 94% a 98% dos jovens universitários têm algum tipo de perfil em sites de relacionamento e a grande maioria se conecta diariamente. Diante deste cenário, a equipe de Moreno se perguntou se poderia tirar proveito das redes sociais para localizar jovens em risco
Entre 2009 e 2010 os pesquisadores analisaram perfis na rede social mais popular entre estudantes universitários: o Facebook. Eles primeiro revisaram e "codificaram" perfis de 307 alunos com idades entre 18 e 20.

A maioria dos perfis - quase dois terços - não demonstrava ter referências a bebidas alcoólicas. Cerca de 20% traziam referências, mas os indicadores foram considerados inofensivos. Pouco mais de 16% dos perfis continham referências a embriaguez ou outros indicadores de que a pessoa poderia estar caminhando em direção a problemas com bebidas. Todos os 307 alunos foram eventualmente contatados e 224 deles, posteriormente, preencheram um questionário de triagem padrão AUDIT.

O resultado: pouco mais de 58% dos jovens universitários cujos perfis levantaram preocupações com consumo de bebidas alcoólicas estavam, de fato, suscetíveis a terem grandes problemas com álcool, como foi confirmado pela ferramenta de auditoria.

Além disso, em quase 38% daqueles jovens cujos perfis se pensava conter referências "inofensivas" de consumo de bebidas alcoólicas também foram considerados em risco. O mesmo era verdade para quase 23% daqueles que não tinham referências a álcool em qualquer postagem no Facebook.

"Então, claramente, apenas porque não havia indícios no Facebook não quer dizer que o aluno não estava bebendo", reconheceu Moreno.

Fonte:www.midianews.com.br
Postado por Lucas Vianna

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A apresentação final

Muito boa noite

Depois de todos esses meses de trabalho (trabalho mesmo, algumas semanas), finalmente concluímos o nosso trabalho e vamos encerrá-lo com a apresentação final que foi realizada no dia 04 de outubro de 2011.

A nossa presentação, que abordou todos os quesitos pesquisados do nosso questionário, bem como comparando os resultados como um espelho da nossa sociedade moderna. Espero que gostem da apresentação, que tem uma duração de 20 minutos e 50 segundos, com a participação especial da Claudette, que comentou o tema com relação ao evento realizado no próprio CTI no dia seguinte.

http://www.youtube.com/watch?v=1HDhYd8iJbI&feature=mfu_in_order&list=UL


Vídeo da apresentação:



post por Bruno Hirata

sábado, 1 de outubro de 2011

Estímulo ilegal




“O problema é justamente este: adultos que estimulam jovens a consumir álcool”, destaca o presidente do Conselho Municipal da Juventude de Santos, Wellington Araújo.Assim que for posta em prática, a nova legislação irá mudar esse ponto.“Leis como esta exigem mudanças culturais. No começo, haverá resistências, mas, aos poucos, o hábito será construído e repassado às demais gerações”, diz Araújo.Conforme o texto aprovado na Assembleia, o comerciante será obrigado a pedir o documento de identificação para vender o produto ou permitir que seja consumido no local. Se o menor for pego ingerindo álcool no estabelecimento, mesmo que a bebida não tenha sido comprada naquele comércio, o proprietário também será responsabilizado.

Fiscalização

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, a fiscalização das regras caberá à Vigilância Sanitária e a agentes do Procon. Além de avisos fixados em lugares visíveis, o texto estipula que os funcionários informem as restrições ao   consumidor. Estabelecimentos que operam com autosserviço  terão de expor as bebidas alcoólicas em espaço separado dos demais produtos, com a devida sinalização sobre a lei.Os estabelecimentos deverão recusar a venda a clientes que não aceitarem apresentar identificação.



 Fonte:A Tribuna.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alcoolismo na adolescência começa em casa


Problema doméstico
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, apontou que metade dos adolescentes que faz uso abusivo de bebidas alcoólicas tem pai ou mãe que também ingere álcool com frequência.
Segundo a secretaria, o levantamento teve como base os atendimentos realizados no Centro de Referência entre 2002 e 2009, na capital paulista, com pacientes que apresentaram sintomas preocupantes quanto ao uso de bebida alcoólica.

Vício lento
"O alcoolismo é uma doença que demora a ser diagnosticada, não é um vício que se consolida rapidamente. Mas o fato de esses jovens começarem a beber tão precocemente é de grande preocupação, já que com o passar dos anos esse hábito pode se transformar em vício e o tempo de uso em idade ocasionará sérios danos para a saúde dos usuários", disse o psicólogo Wagner Abril Souto, autor da pesquisa e coordenador do programa de adolescentes do Cratod.

sábado, 10 de setembro de 2011

Consequências do alcoolismo

                

                             
              
A cirrose hepática é uma das doenças mais comuns provocadas pelo alcoolismo. A bebida é metabolizada através do fígado e quando se usa álcool em grandes quantidades e por longo período, podem surgir alterações no órgão. O álcool provoca infiltração de gorduras no fígado, pode gerar a hepatite alcoólica e, mais grave, a cirrose hepática. A cirrose se caracteriza pelo endurecimento do fígado, provoca ascite (barriga d'água) e formação de varizes no esôfago. Além do fígado, outras partes do organismo podem ser afetadas pela bebida. No cérebro, a intoxicação aguda - mesmo em não alcoólatras - pode provocar acidentes, agressões e suicídio. O álcool interfere no funcionamento do aparelho digestivo, desenvolve irritações na boca e esôfago, além de provocar distúrbios gástricos que acabam agravando doenças já existentes, como a úlcera. O intestino também pode sofrer com diarréias e dificuldade de absorção de alimentos, provocando a desnutrição. O uso constante de bebida também agrava diversas outras doenças infecciosas, como tuberculose e pneumonia.